Balanço hidrico é a monitoração detalhada de volume de líquidos que são administrados e eliminados do organismo do paciente em 24 horas.
Para realizar esse balanço de líquidos é preciso realizar uma adequada ingestão de líquidos, contrabalanceando as perdas obrigatórias pelos pulmões, fezes, pele e rins.
Em indivíduos normais o corpo consegue manter o balanço hídrico normal, num valor constante, onde a quantidade de perda é igual a quantidade de ganhos.
O organismo apresenta um processo automático de equilíbrio hidroeletrolítico com a finalidade de manter a hemostasia.
Por exemplo, quando ingerimos grande quantidade de água, aumenta-se a diurese e quando perdemos muito liquido pelo suor, temos o reflexo da sede.
Esse controle hídrico é feito naturalmente pelo corpo.
Veja o quadro abaixo:
O desequilíbrio hidroeletrolítico é frequentemente encontrado em pacientes internados em UTI os quais se encontram em instabilidade hemodinâmica e com alteração da capacidade normal de regulação homeostática o que exige um controle rigoroso hidroeletrolítico.
Quando há qualquer descompensação clínica que provoque perda de líquido ou aumento da retenção de líquido temos os distúrbios hidroeletrolíticos. Para corrigi-los é preciso realizar o balanço hídrico.
Mas qual é o objetivo do balanço hidrico?
O objetivo é fazer o monitoramento dos parâmetros que permitam acompanhar o equilíbrio hídrico de uma paciente conforme o seu estado patológico, renal e/ou cardíaco.
O que se deve considerar como ganho ou entrada de líquido?
O que se deve considerar como perda ou saída de líquido?
A água é distribuída em dois grandes compartimentos:
O compartimento intracelular contém os líquidos que estão dentro das células e o compartimento extracelular envolve toda água que está externa às células.
O compartimento extracelular possui subcompartimentos como o líquido intersticial, plasma, linfa, entre outros.
Vale ressaltar que, quando o liquido extracelular é perdido ou sequestrado para uma área do corpo onde não há troca hídrica e consequentemente este líquido vai se acumulando gradativamente, é chamado de terceiro espaço.
Para fins de avaliação do controle hídrico, considera-se que:
Além disso, existem as perdas insensíveis de água, ou seja, aquela em que não podemos mensurar. Essa eliminação de líquido ocorre por difusão na pele e por meio da respiração.
Geralmente um individuo em condições clínicas normais pode perder entre 300 e 500 ml de água em 24 horas pela respiração, 500 ml pela sudorese com a temperatura média de 36,0 ºC.
Agora, por cada grau que ultrapasse 37,0 ºC, o indivíduo perde cerca de 1 litro de suor em 24 horas.
Interessante, não é?
Quando acontece a eliminação incorreta de líquido gera a perda ou acúmulo de substâncias, que em proporções inadequadas podem causar graves danos ao organismo principalmente quando associados a alguma patologia.
Por esses motivos, o acompanhamento do volume de líquido adquirido e eliminado é importante para o evolução do paciente estado crítico e prevenir complicações orgânicas.
Essas dados são de extrema importância pois possibilitam a avaliação do estado hidroeletrolítico do paciente e faz parte da rotina de enfermagem das unidades de terapia intensiva, assistência a pacientes portadores de nefropatias, quadros de hipervolemia e hipovolemia, dentre outros.
Pacientes que apresentem alterações de peso a curto prazo indicam problemas no balanço hídrico. Geralmente a cada 1 quilograma de peso perdido equivale a 1 liro de líquido.
Assim é importante o profissional de enfermagem avaliar:
Os principais distúrbios que levam os pacientes a depleção de líquido e necessitam de realizar o controle hídrico são:
São de competência do enfermeiro e do médico, a prescrição do balanço hídrico.
A equipe de enfermagem é responsável por realizar a mensuração de líquidos que o paciente recebe e o volume que o mesmo perde em 24 horas, registrando em impressos próprios.
É muito importante realizar o registro de forma adequada de modo a oferecer dados fidedignos para equipe médica agir de acordo com a demanda do paciente.
O balanço hídrico positivo ocorre quando há maior ganho de líquido e menor perda, provocando um aumento de água corporal.
Por outro lado, quando há um menor ganho de líquido e maior perda, temos um balanço hídrico negativo.
Para balanço hídrico negativo, coloque o sinal de negativo (-) antes do valor adquirido na avaliação.
Para balanço hídrico positivo, coloque o sinal de positivo (+) antes do valor adquirido na avaliação.
O fechamento do controle hídrico é realizado através de um cálculo onde somamos todos os volumes administrados e todos os volumes eliminados ao longo de 24 horas de plantão.
A partir desses números é feito a subtração entre eles e o resultado final é a quantidade real de líquido retido ou eliminado pelo paciente no período avaliado indicando se o paciente teve o balanço hídrico positivo ou o balanço hídrico negativo.
São necessários:
Vale enfatizar que, além de medir o volume de líquido que o paciente recebe e o que ele perde, é fundamental pesar o paciente diariamente.
Isso é importante pois a cada 1 quilo de peso perdido, perde-se 1 litro de água.
O enfermeiro precisa estar atento aos resultados e interferir comunicando ao profissional da medicina, sinais de desidratação ou retenção hídrica a fim de que seja realizado o ajustes dos volumes de nutrição e fluidoterapia permitindo dessa forma o equilíbrio homeostáticos.
Além disso, os parâmetros presentes no balanço hídrico servem também como indicador precoce de complicações renais e cardiovasculares em pacientes críticos.
A equipe de enfermagem deve primar pela qualidade sua assistência com segurança e seriedade.
Cada informação registrada indica uma ação evidenciando que a assistência foi realizada com qualidade.
Assim, os registros de enfermagem devem incluir o máximo de informações possíveis sobre o paciente.
Portanto, os registros devem informar ao máximo as condições de saúde do paciente de modo a garantir uma melhor assistência de saúde.
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Um grande abraço e bons estudos!
BEVILACQUA, F, et al. Fisiopatologia clínica, 5º ed. Atheneu, 1998. p.447.
MODESTO, Closeny Maria Soares. Rotina para balanço hídrico, Cuiabá, 2002.
POTTER, Patricia A; PERRY, Anne G. ; ELKIN, Matha Keene. Procedimentos e intervenções de enfermagem. 5ª EDIÇÃO. Rio de Janeiro : Elsevier, 2013.
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